Operação investiga policiais militares por homicídio no Oeste do Paraná
Ação do Gaeco apura morte de policial civil aposentado e possíveis irregularidades na condução da ocorrência
Equipes do Gaeco durante cumprimento de mandados da Operação Ponto Cego no Oeste do Paraná. Foto: MPPR Uma operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investiga policiais militares suspeitos de envolvimento em homicídio qualificado e irregularidades em uma ação policial no Oeste do Paraná. A ofensiva foi deflagrada na sexta-feira (27) e inclui o cumprimento de mandados judiciais em cidades da região.
As ordens judiciais foram executadas em Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Medianeira, locais de residência dos investigados. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária, com prazo inicial de 30 dias, além de seis mandados de busca e apreensão.
A investigação tem como foco a morte de um policial civil aposentado, registrada em 24 de fevereiro deste ano, nas proximidades da BR-277, no município de Céu Azul. Segundo as apurações, a vítima foi perseguida por uma equipe policial e atingida por disparos durante a ocorrência.
Inicialmente, os policiais relataram que a vítima teria colocado em risco a integridade da equipe. No entanto, diligências conduzidas pela Polícia Civil apontam indícios de que a cena do crime pode ter sido alterada após o ocorrido.
Entre as suspeitas investigadas estão o recolhimento de estojos de munição e a retirada de equipamentos de gravação que poderiam ter registrado a ação. Essas condutas teriam como objetivo dificultar o trabalho pericial e interferir no andamento das investigações.
As ordens judiciais foram autorizadas pela Vara Criminal da Comarca de Matelândia, com o objetivo de reunir elementos que permitam esclarecer a dinâmica dos fatos. O caso é conduzido no âmbito de inquérito policial instaurado pela 46ª Delegacia Regional.
Em nota, a Polícia Militar informou que os agentes investigados foram afastados das funções operacionais e que será instaurado procedimento administrativo para apuração interna. A corporação afirmou ainda que não compactua com condutas irregulares e reforçou o compromisso com a legalidade



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